Esta aplicação é um Protótipo Mínimo Viável (MVP) projetado para demonstrar e testar a capacidade de interfaceamento com diversos formatos de dados comuns em ambientes laboratoriais e de saúde. O objetivo é facilitar a integração automática entre equipamentos de análise (analisadores laboratoriais, equipamentos de imagem) e os Sistemas de Informação Laboratorial (LIS) ou Hospitalar (HIS).
No Brasil, a padronização de protocolos ainda é um desafio, especialmente no Sistema Único de Saúde (SUS). Este MVP explora alguns dos formatos e protocolos mais utilizados, como HL7, ASTM, DICOM, e formatos genéricos como CSV, TXT e XML.
HL7 é um conjunto de padrões para transferência de dados clínicos e administrativos entre aplicações de software utilizadas por várias unidades de saúde. É amplamente utilizado para comunicação entre LIS, HIS, RIS e outros sistemas. Mensagens HL7 são baseadas em segmentos, campos e componentes, usando caracteres delimitadores como '|', '^', '~', '\', '&'.
ASTM E1394 é um padrão que especifica um protocolo para comunicação bidirecional entre instrumentos clínicos e sistemas de computador. É frequentemente usado por analisadores laboratoriais para transmitir resultados de testes. As mensagens ASTM são estruturadas em registros (Header, Patient, Order, Result, Comment, Terminator).
| Exame | Resultado | Unidade | Referência | Status |
|---|
DICOM é o padrão internacional para imagens médicas e informações relacionadas. Usado por equipamentos como CT, MRI, Raios-X e Ultrassom. Arquivos DICOM (.dcm) contêm metadados do paciente, do estudo, da série e da imagem, além dos dados da imagem em si.
Arraste e solte um arquivo DICOM aqui, ou clique para selecionar
CSV é um formato de texto simples onde os valores são separados por vírgulas (ou outros delimitadores como ponto e vírgula). É um formato comum para exportação/importação de dados tabulares de planilhas e bancos de dados. Pode ser usado para listas de trabalho (worklists) ou resultados simples.
* Valores de referência específicos para cada exame. Resultados fora do intervalo de referência estão destacados.
Arquivos de texto plano podem conter dados em formatos variados, desde listas simples até estruturas mais complexas definidas por posições fixas (fixed-width) ou delimitadores customizados. A interpretação depende do layout específico. Para este MVP, faremos um parsing genérico linha a linha ou com um delimitador simples.
XML é uma linguagem de marcação projetada para transportar e armazenar dados de forma legível tanto por humanos quanto por máquinas. É flexível e amplamente utilizado para troca de dados na web e em sistemas corporativos. Alguns sistemas de saúde podem usar XML para mensagens ou documentos clínicos (como CDA - Clinical Document Architecture).
A comunicação entre analisadores laboratoriais e o LIS/HIS pode ocorrer de diferentes formas, dependendo das capacidades do equipamento e do sistema.
Interface clássica e robusta, ainda usada por muitos analisadores legados. A Web Serial API permite a comunicação direta via navegador.
A conexão serial requer permissão do usuário e navegador compatível (Chrome/Edge).
Analisadores modernos geralmente utilizam conexão Ethernet/LAN para transmissão de dados via TCP/IP.
A comunicação TCP/IP pode ser testada usando:
Host Query: O analisador consulta o LIS (host) para obter informações sobre uma amostra (ex: ID da amostra escaneado no equipamento). O LIS responde com os testes a serem realizados. Após a análise, o equipamento envia os resultados de volta.
Batch Download: O LIS envia uma lista de trabalho (worklist) para o analisador com todas as amostras e testes pendentes. O analisador processa e envia os resultados em lote.
Neste modo, a comunicação tem um fluxo principal de dados.
Há uma troca de informações mais dinâmica e em tempo real entre o analisador e o LIS. Isso pode incluir consultas de amostra, envio de resultados imediatos, status do equipamento, controle de qualidade, etc. Protocolos como HL7 e ASTM são projetados para suportar comunicação bidirecional.
Os resultados são impressos pelo analisador e digitados manualmente no LIS. Propenso a erros e ineficiente, mas ainda encontrado em alguns cenários. A importação de arquivos (CSV, TXT) pode ser considerada uma forma de interfaceamento semi-manual para reduzir a digitação.
Envolve alguma intervenção manual no processo, como exportar um arquivo do equipamento e importá-lo no LIS, ou usar um software intermediário (middleware) que facilita a comunicação mas pode requerer passos manuais.
Desafios: A falta de padronização, especialmente em sistemas legados ou de diferentes fabricantes, torna o interfaceamento complexo. Soluções de middleware são frequentemente usadas para traduzir e rotear mensagens entre os diversos sistemas e protocolos.